quarta-feira, 7 de outubro de 2009

O ROCK AND ROLL TEVE SURGIMENTO EM UMA ÉPOCA DE TENSÕES RACIAIS ...

O rock and roll surgiu em uma época em que as tensões raciais nos Estados Unidos estavam próximos de vir à tona. Os negros norte-americanos protestavam contra a segregação de escolas e instalações públicas. A doutrina racista "separate but equal" foi nominalmente derrubada pela Suprema Corte em 1954, mas a difícil tarefa de fazer respeitar a decisão estava por vir. Este novo gênero musical combinando elementos das músicas branca e negra inevitavelmente provocou fortes reações.
Depois do "The Moondog Coronation Ball", as gravadoras logo compreenderam que havia mercado formado pelo público branco para a música negra que estava para além das fronteiras estilísticas do rhythm and blues. Mesmo o preconceito considerável e as barreiras raciais não podiam barrar as forças do mercado. O rock and roll tornou-se um sucesso de um dia para outro nos EUA, fazendo ondulações do outro lado do Oceano Atlântico e, talvez, culminando em 1964 com a "Invasão Britânica".Os efeitos sociais do rock and roll foram massivos mundialmente, que influenciou estilos de vida, moda, atitudes e linguagem. Além disso, o rock and roll pode ter ajudado a causa do movimento dos direitos civis, porque tanto os jovens norte-americanos brancos como os negros adoravam o gênero, que ainda derivou muitos estilos musicais: progressivo, punk, heavy metal e alternativo são apenas alguns dos gêneros que surgiram na esteira diante do Rock and Roll.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

História do Rock and Roll

O Rock and roll surgiu nos subúrbios dos Estados Unidos no final da anos 1940 e início da década de 1950 e rapidamente se espalhou para o resto do mundo. Suas origens imediatas remontam a uma mistura entre vários gêneros musicais populares da cultura negra naquele momento, incluindo o rhythm and blues, a gospel music, o country e o western. Em 1951, na cidade de Cleveland (no Estado do Ohio), o discotecário Alan Freed começou a tocar rhythm and blues para uma plateia multi-racial e a ele é creditado a primeira utilização da expressão "rock and roll" para descrever a música.
A década de 1950 assistiu ao crescimento da popularidade da guitarra elétrica e o desenvolvimento de um estilo de rock and roll especificamente tocado por expoentes tais como Berry, Link Wray e Scotty Moore. Também viu grandes avanços na tecnologia de gravação, como a gravação multi-faixas desenvolvida por Les Paul e o tratamento eletrônico de sons por produtores musicais inovadores como Joe Meek. Todos estes avanços foram fundamentais para a influência do rock posteriormente.

Rock and Roll no Brasil

O primeiro sucesso no cenário do rock brasileiro apareceu na voz de uma cantora. Celly Campello estourou nas rádios com os sucessos Banho de Lua e Estúpido Cupido, no começo da década de 1960. Em meados desta década, surge a Jovem Guarda com cantores como, por exemplo, Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Wanderléa. Com letras românticas e ritmo acelerado, começa fazer sucesso entre os jovens.
Na década de 1970, surge Raul Seixas e o grupo Secos e Molhados. Na década seguinte, com temas mais urbanos e falando da vida cotidiana, surgem bandas como: Ultraje a Rigor, Legião Urbana, Titãs, Barão Vermelho, Kid Abelha, Engenheiros do Hawaii, Blitz e Os Paralamas do Sucesso.
Na década de 1990, fazem sucesso no cenário do rock nacional : Raimundos, Charlie Brown Jr., Jota Quest, Pato Fu, Skank entre outros.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

O Estilo do Rock Brasileiro


Em 1967 surge um estilo de rock brasileiro bem menos alienado, que critica o governo tanto quanto possível. Feitos pelos adeptos do movimento tropicalista: Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa, Tom Zé, Nara Leão, Os mutantes e Rogério Duprat.
Bem resumiu Erasmo Carlos: " O tropicalismo era um jovem guarda com consciência das coisas."
O tropicalismo pretendia misturar todo tipo de música, nova ou antiga, brasileira ou estrangeira, sofisticada ou cafona, sem preconceitos. Muitos apontam nessa abertura total o efeito colateral muito criticado "popificar" de vez a MPB, além de ressucitar a cafonice do bolero e do samba-canção.
Outros, contudo, conseguiam fazer rock brasileiro nacionalista no melhor sentido, sem paternalismos ou protecionismos, desde cerca de 1969. Jorge Ben (Jor) uniu o rock ao samba e mantém o melhor de ambos, seguido de perto por Osvaldo Nunes.
Raul Seixas, Alceu Valença, Geraldo Azevedo, Fagner e os Novos Baianos fizeram o mesmo com o rock e os ritmos norte-nordestinos. E nos anos 90 artistas como os Raimundos, Chico Science e Boi Mamão fizeram o caminho inverso, incorporando o baião e o rock hardcore.

A influência do Rock na História do Brasil do século XX

O rock apesar de não parecer, teve bastante importância dos anos 50 até atualmente na história do Brasil. Podemos citar como exemplo a época da ditadura militar, quando o rock da época (Jovem Guarda e outros) usava desse veículo para fazer duras críticas a ditadura, na época o rock esteve intimamente ligado com o samba. Conforme os anos avançavam o rock fazia cada vez mais sucesso, tivemos grandes roqueiros como “Rita Lee”, “Os Mutantes”, “Secos e Molhados”, “Blitz”, “Titãs”, “Legião Urbana”, “Sepultura”, provando que o rock não apenas fez sucesso no Brasil mas tornou-se parte de nosso dia a dia, desde as críticas sociais feitas pelo punk a o pop nas novelas e comerciais de televisão. O Brasil também teve seus grandes “roqueiros”, o rock tornou-se parte de nossa cultura, podemos afirmar que o rock não é só americano, ou então só inglês, mas também ele foi italiano, mexicano, alemão, japonês e também brasileiro, provando assim que o rock é cultura, faz parte de nossa cultura.


* Muito mais sobre o rock poderemos esperar no Festival de Rock da EMARC. Aguardem!

O rock inspira a moda, a moda influência o rock


Muitos artistas já provaram que a música pode fazer uma bela parceria com a moda. Um exemplo é a banda brasileira Cansei de Ser Sexy, que faz mais sucesso lá fora do que aqui. Antes de se tornarem famosos, os integrantes do grupo trabalhavam com moda. Luisa Matsushita, vocalista fashion que adotou o nome Lovefoxxx, era ilustradora antes da fama. Trabalhou no site de Gloria Kalil e fez estampas para as grifes Triton, Amonstro e Depeyre.
A outra vocalista Clara era estilista e continuou usando os conhecimentos da profissão na trajetória da banda. O visual do grupo sempre chamou atenção na mesma proporção das performances dos shows. Lovefoxxx foi escolhida uma das dez pessoas mais cool da música e esteve entre as personalidades da música mais descoladas de 2006, segundo informou a revista inglesa “New Musical Express”. O mesmo veículo a elegeu em 2007 como uma das três personalidades mais legais do mundo. Lovefoxxx, que atualmente acompanha o Cansei de Ser Sexy numa bem-sucedida turnê pela Europa, hoje é vista como uma das mais importantes artistas da cultura jovem global.
Nos anos 70, uma personalidade ilustre do cenário da arte se enveredou – em partes – para o rock. Andy Warhol, o mentor da pop art, também colocou sua paleta de cores na Velvet Underground, banda experimental dos Estados Unidos. Warhol, além de produzir, promover a banda e dar alguns pitacos – colocou na banda a modelo alemã Nico – criou uma das capas mais antológicas do rock. O primeiro disco do Velvet, de 1967, traz uma banana na capa, criação do artista que estampa hoje milhares de camisetas, almofadas e pôsteres em todo o mundo.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

O rock no Brasil

POdemos começar uma série de discussões sobre a influência deste ritmo na cultura do jovem, na sua forma de se comportar e até na nossa literatura.
Que tal adiantar alguma coisa do Festival de Rock EMARC-TF?
Abs

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Modernismo no Brasil

Modernismo no Brasil

O modernismo foi um movimento literário e artístico do início do séc. XX, cujo objetivo era o rompimento com o tradicionalismo, a libertação estética, a experimentação constante e, principalmente, a independência cultural do país. Apesar da força do movimento literário modernista a base deste movimento se encontra nas artes plásticas, com destaque para a pintura.
O Brasil passava por profundas modificações sociais, políticas e econômicas no início do século. Entretanto, no terreno artístico não caminhava com a mesma velocidade. Ainda eram admirados os pintores ligados ao século passado e o parnasianismo de Olavo Bilac e Coelho Neto, indiferentes às rupturas que a Europa e os Estados Unidos por essa época.
Apesar da força literária do grupo modernista, as artes plásticas estão na base do movimento. O impulso teria vindo da pintura, da atuação de Di Cavalcanti à frente da organização do evento e da exposição de Anita Malfatti, em 1917.
O principal escultor modernista é Vitor Brecheret. Suas obras são geometrizadas, têm formas sintéticas e poucos detalhes. Seu trabalho mais conhecido é o Monumento às Bandeiras, no Parque Ibirapuera, em São Paulo. Outros dois escultores importantes são Celso Antônio de Menezes (1896-) e Bruno Giorgi (1905-1993).
No Brasil, este movimento possui como marco simbólico a Semana de Arte Moderna, realizada em 1922, na cidade de São Paulo, devido ao Centenário da Independência. Mas, devemos lembrar que o modernismo já se mostrava presente muito antes do movimento de 1922. As primeiras mudanças na cultura brasileira que tenderam para o modernismo com as obras do pintor Lasar Segall; e no ano de 1917, a pintora Anita Malfatti, recém-chegada da Europa, provoca uma renovação artística com a exposição de seus quadros.
A defesa de um novo ponto de vista estético e o compromisso com a independência cultural do país fazem do modernismo sinônimo de "estilo novo", diretamente associado à produção realizada sob a influência de 1922.
O principal veículo das idéias modernistas é a revista Klaxon, lançada em maio de 1922.
O Modernismo de 1922-1930 foi o mais radical dos movimentos modernistas, totalmente inovador, revolucionário, quebrando-se todas as estruturas do passado, voltado para fora, exteriorizado, "língua brasileira", que é a língua falada pelo povo brasileiro
- dois tipos de nacionalismo:
+ o nacionalismo crítico, que critica realisticamente a realidade brasileira, idéias esquerdistas
+ o nacionalismo ufanista, que elogia exageradamente nossas riquezas, idéias de direita busca pela liberdade preocupação em retratar a vida diária, cotidiana, banal, sem exageros emocionais versos livres, sem esquema de rimas ou metrificação.
Alunos: Stanley Oliveira mendes e Nilton Silva de Sousa Junior

terça-feira, 14 de julho de 2009

Recuperação

E ai galerinha da recuperação...
só pra lembrar o que vai rolar esta semana d recuperação
Trabalho: produção crítica de cráter pessoal, máximo de 2 laudas e mínimo de 1 completa. assunto: A importância do Modernismo para a literatura brasileira.
assuntos para a prova: Orações coordenadas; orações subordinadas substantivas e adverbiais e modernismo.
caprichem tá, bjoks

simulado novo ENEM

gente, quem quiser dar um treino no novo ENEM pode passar por este endereço e ver como se sai. Bons estudos e boas férias. http://enem.portaluno.com.br/simulados/crear.html

segunda-feira, 6 de julho de 2009

vidas secas

Vidas Secas

O livro retrata a vida de pessoas que vivem no sertão brasileiro e o sacrifício delas para sobreviver , fala também sobre os problemas sociais vividos por quem é pobre.
A obra conta a historia de Fabiano e sua familia: Sinha Vitória, o menino mais velho, o menino mais novo e a cachorra Baleia

Fabiano : Vaqueiro, rude, sem instrução e sem capacidade de entendimento, Fabiano não tem planos e vive a procura de trabalho. Bebe muito e perde dinheiro no jogo. Quando se reconhece um homem e sente orgulho, Fabiano é a afirmação do indivíduo que se sobrepõe às dificuldades. Quando se reconhece um animal, ganha relevância o ser impessoal de existência desumana. Fabiano tenta, mas não consegue se comunicar. Como os animais, a família de Fabiano praticamente não tinha linguagem. Contando apenas com o instinto de sobrevivência, ele – um cabra vermelho, curtido pelo sol, é vencido por um soldado raquítico que desafia-o para uma partida de baralho. Humilhado, Fabiano chega a ser preso e não consegue se defender: a fragilidade de linguagem impede a possibilidade de divulgar a injustiça que sofrera e ele lamenta viver como um bicho, sem ter frequentado a escola.
Sinha Vitória, mulher de Fabiano, vive sua sina, sempre atenta aos sinais, estremece lembrando-se da seca, mas logo afasta a recordação, temendo que ela se realize, e reza baixinho. Esperta, sabe fazer conta, previne o marido sobre os trapaceiros e enganadores. Tem consciência da condição em que vivem, mas também tem planos e sonha. O maior dos seus sonhos é ter uma cama de couro. Além de cuidar dos filhos e da tapera, Sinha Vitória ajuda o marido nas tarefas. Trabalha duro e, às vezes fica brava e briga com o marido, reclamando daquela vida embrutecida, sem ter sequer uma cama para dormir.
O menino mais novo admira os hábitos do pai quando ele cavalga totalmente adaptado ao cavalo - qual uma figura lendária, e tenta imitá-lo, absorvendo um pouco daquela grandeza que os tirava da vida que levavam.
O menino mais velho, ao contrário, a vida de vaqueiro não o fascina. Ele deseja descobrir o sentido das palavras e recorre à mãe – porção mais “intelectual” da família, que frequentemente o afasta, por não ter explicações para dar.
Os dois meninos, anônimos, vivem a brincar com Baleia em redor da tapera. Raramente procuram os pais, por receio de tomarem cascudos.
A cachorra Baleia é um membro da família.

Comentário da obra - O Quinze, de Rachel de Queiroz

De Ana Clara :

O titulo do livro refere a uma grande seca que aconteceu em 1915.O romance se divide em duas etapas.A do vaqueiro Chico Bento e sua família e a outra de Vicente,um rude proprietário de gado e conceição, sua prima culta e professora.Conceição é uma moça que gosta de ler, inclusive de tendências feministas e socialistas. Sua avo estranha, Mãe Nácia - representante das velhas tradições. No período de férias, Conceição passava na fazenda da família, no Logradouro, perto do Quixadá. Mesmo com seus 22 anos, não pensava em casamento, mas sempre se "engraçava" com seu primo Vicente.Com a seca, a família de Mãe Nácia decide ir para cidade e deixar Vicente cuidando de tudo. Trabalhava para manter os animais vivos. Conceição, trabalhava agora no campo de concentração(alojamento) , e descobre que seu primo estava de caso com uma caboclinha qualquer. As irmã de Vicente armam um namoro entre ele e uma amiga, a Mariinha Garcia. Ele se espanta ao saber disso,e Conceição trata seu primo com uma diferença notável.
Ela percebe a diferença de vida de ambos.A seca acaba e eles voltam pra sua Terra,pra trabalhar e cuidar das terras. O vaqueiro Chico Bento com sua mulher e seus 5 filhos, representando os retirantes. Ele é forçado a abandonar a fazenda onde trabalhava. Junta algum dinheiro, compra mantimentos e uma burra para atravessar o sertão.queria trabalhar extraindo borracha ao Norte.No percurso, em momento de grande fome, Josias, o filho mais novo, come mandioca crua,se envenenando. Agonizou até a morte. Uma cena marcante na vida do vaqueiro foi a de matar uma cabra e depois descobrir que tinha dono, chamou de ladrão, e levou o resto da cabra para sua casa, dando apenas as tripas para saciarem a fome. Chico Bento dá falta do seu filho mais velho Pedro. Chegando ao Aracape, avista um compadre que era o delegado que seu filho havia sumido. Recebem alguns mantimentos.Ficam sabendo que o menino tinha fugido com companheiros de cachaça. Ao chegarem no campo de concentração, são reconhecidos por Conceição, sua comadre.
Ela arranja um emprego para Chico Bento e passa a viver com um de seus filhos. Conseguem também uma passagem de trem e viajam para São Paulo, desistindo de trabalhar com a borracha.Eu acho que esse livro traz uma historia de sofrimento com a seca e também de sonhos.Mesmo com tristezas personagens sonhavam em ter uma vida mais digna.Personagens- Conceição,Mãe Nacia,Chico Bento,Vicente. Entre outros.

sábado, 20 de junho de 2009

Escuta Essa! – "A crise é do Senado"; a mosca é do Obama




No Brasil, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), fez um discurso para se defender de acusações e tentar amenizar a crise que assola o parlamento brasileiro; no Irã, protestos após a reeleição de Mahmoud Amadinejad; o presidente Luiz Inácio Lula da Silva analisou as duas crises durante viagem ao Cazaquistão; no Conselho de Ética da Câmara, o relator do caso do deputado do Castelo pediu a cassação de Edmar Moreira (sem partido-MG); o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, foi convocado para dar explicações sobre sua participação na marcha da maconha, no Rio de Janeiro; por fim, as moscas de Barack Obama e “Daniel-san”; comente este vídeo; veja mais vídeos do Escuta essa!: http://noticias.uol.com.br/ultnot/multi/?&serachFor=videos&tagId=99645&tagName=escuta%20essa! ; visite o UOL Notícias: http://noticias.uol.com.br

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Sobre a Vírgula (,)

Muito legal a campanha dos 100 anos da ABI (Associação Brasileira de
Imprensa).

Vírgula pode ser uma pausa... ou não.
Não, espere.
Não espere.

Ela pode sumir com seu dinheiro.
23,4.
2,34.

Pode ser autoritária.
Aceito, obrigado.
Aceito obrigado.

Pode criar heróis.
Isso só, ele resolve.
Isso só ele resolve.

E vilões.
Esse, juiz, é corrupto.
Esse juiz é corrupto.

Ela pode ser a solução.
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.

A vírgula muda uma opinião.
Não queremos saber.
Não, queremos saber.

Uma vírgula muda tudo.

ABI: 100 anos lutando para que ninguém mude uma vírgula da sua informação.

Detalhes Adicionais


SE O HOMEM SOUBESSE O VALOR QUE TEM A MULHER ANDARIA DE QUATRO À SUA PROCURA. (obs, coloque a virgula onde achar que deve nesta última frase e mande pra nós) rs

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Somália: "Estão-nos mentindo sobre os piratas"

Johann Hari
The Independent, UK
5/1/2009 (traduzido)

Quem imaginaria que em 2009, os governos do mundo declarariam uma nova Guerra aos Piratas? No instante em que você lê esse artigo, a Marinha Real Inglesa ­ e navios de mais 12 nações, dos EUA à China ­navega rumo aos mares da Somália, para capturar homens que ainda vemos como vilãos de pantomima, com papagaio no ombro. Mais algumas horas e estarão bombardeando navios e, em seguida, perseguirão os piratas em terra, na terra de um dos países mais miseráveis do planeta. Por trás dessa estranha história de fantasia, há um escândalo muito real e jamais contado.

Os miseráveis que os governos 'ocidentais' estão rotulando como "uma das maiores ameaças de nosso tempo" têm uma história extraordinária a contar ­ e, se não têm toda a razão, têm pelo menos muita razão. Os piratas jamais foram exatamente o que pensamos que fossem. Na "era de ouro dos piratas" ­ de 1650 a 1730 ­ o governo britânico criou, como recurso de propaganda, a imagem do pirata selvagem, sem propósito, o Barba Azul que ainda sobrevive. Muita gente sempre soube disso e muitos sempre suspeitaram da farsa: afinal, os piratas foram muitas vezes salvos das galés, nos braços de multidões que os defendiam e apoiavam. Por quê? O que os pobres sabiam, que nunca soubemos? O que viam, que nós não vemos? Em seu livro Villains Of All Nations, o historiador Marcus Rediker começa a revelar segredos muito interessantes. Se você fosse mercador ou marinheiro empregado nos navios mercantes naqueles dias se vivesse nas docas do East End de Londres, se fosse jovem e vivesse faminto­, você fatalmente acabaria embarcado num inferno flutuante, de grandes velas. Teria de trabalhar sem descanso, sempre faminto e sem dormir. E, se se rebelasse, lá estavam o todo-poderoso comandante e seu chicote [ing. the Cat O' Nine Tails, lit. "o Gato de nove rabos"]. Se você insistisse, era a prancha e os tubarões. E ao final de meses ou anos dessa vida, seu salário quase sempre lhe era roubado.

Os piratas foram os primeiros que se rebelaram contra esse mundo. Amotinavam-se nos navios e acabaram por criar um modo diferente de trabalhar nos mares do mundo. Com os motins, conseguiam apropriar-se dos navios; depois, os piratas elegiam seus capitães e comandantes, e todas as decisões eram tomadas coletivamente; e aboliram a tortura. Os butins eram partilhados entre todos, solução que, nas palavras de Rediker, foi "um dos planos mais igualitários para distribuição de recursos que havia em todo o mundo, no século 18 ".

Acolhiam a bordo, como iguais, muitos escravos africanos foragidos. Os piratas mostraram "muito claramente­ e muito subversivamente­ que os navios não precisavam ser comandados com opressão e brutalidade, como fazia a Marinha Real Inglesa." Por isso eram vistos como heróis românticos, embora sempre fossem ladrões improdutivos. As palavras de um pirata cuja voz perde-se no tempo, um jovem inglês chamado William Scott, volta a ecoar hoje, nessa pirataria new age que está em todas as televisões e jornais do planeta. Pouco antes de ser enforcado em Charleston, Carolina do Sul, Scott disse: "O que fiz, fiz para não morrer. Não encontrei outra saída, além da pirataria, para sobreviver".

O governo da Somália entrou em colapso em 1991. Nove milhões de somalianos passam fome desde então. E todos e tudo o que há de pior no mundo ocidental rapidamente viu, nessa desgraça, a oportunidade para assaltar o país e roubar de lá o que houvesse. Ao mesmo tempo, viram nos mares da Somália o local ideal onde jogar todo o lixo nuclear do planeta.

Exatamente isso: lixo atômico. Nem bem o governo desfez-se (e os ricos partiram), começaram a aparecer misteriosos navios europeus no litoral da Somália, que jogavam ao mar contêineres e barris enormes. A população litorânea começou a adoecer. No começo, erupções de pele, náuseas e bebês malformados. Então, com o tsunami de 2005, centenas de barris enferrujados e com vazamentos apareceram em diferentes pontos do litoral. Muita gente apresentou sintomas de contaminação por radiação e houve 300 mortes. Quem conta é Ahmedou Ould-Abdallah, enviado da ONU à Somália: "Alguém está jogando lixo atômico no litoral da Somália. E chumbo e metais pesados, cádmio, mercúrio, encontram-se praticamente todos." Parte do que se pode rastrear leva diretamente a hospitais e indústrias européias que, ao que tudo indica, entrega os resíduos tóxicos à Máfia, que se encarrega de "descarregá-los" e cobra barato. Quando perguntei a Ould-Abdallah o que os governos europeus estariam fazendo para combater esse 'negócio', ele suspirou: "Nada. Não há nem descontaminaçã o, nem compensação, nem prevenção."

Ao mesmo tempo, outros navios europeus vivem de pilhar os mares da Somália, atacando uma de suas principais riquezas: pescado. A Europa já destruiu seus estoques naturais de pescado pela superexploração ­ e, agora, está superexplorando os mares da Somália. A cada ano, saem de lá mais de 300 milhões de atum, camarão e lagosta; são roubados anualmente, por pesqueiros ilegais. Os pescadores locais tradicionais passam fome. Mohammed Hussein, pescador que vive em Marka, cidade a 100 quilômetros ao sul de Mogadishu, declarou à Agência Reuters: "Se nada for feito, acabarão com todo o pescado de todo o litoral da Somália."

Esse é o contexto do qual nasceram os "piratas" somalianos. São pescadores somalianos, que capturam barcos, como tentativa de assustar e dissuadir os grandes pesqueiros; ou, pelo menos, como meio de extrair deles alguma espécie de compensação. Os somalianos chamam-se "Guarda Costeira Voluntária da Somália". A maioria dos somalianos os conhecem sob essa designação. [Matéria importante sobre isso, em http://wardheernews .com/Articles_ 09/April/ 13_armada_ not_solution_ muuse.html: "The Armada is not a solution".] Pesquisa divulgada pelo site somaliano independente WardheerNews informa que 70% dos somalianos "aprovam firmemente a pirataria como forma de defesa nacional".
Claro que nada justifica a prática de fazer reféns. Claro, também, que há gângsteres misturados nessa luta ­ por exemplo, os que assaltaram os carregamentos de comida do World Food Programme. Mas em entrevista por telefone, um dos líderes dos piratas, Sugule Ali disse: "Não somos bandidos do mar. Bandidos do mar são os pesqueiros clandestinos que saqueiam nosso peixe." William Scott entenderia perfeitamente.

Por que os europeus supõem que os somalianos deveriam deixar-se matar de fome passivamente pelas praias, afogados no lixo tóxico europeu, e assistir passivamente os pesqueiros europeus (dentre outros) que pescam o peixe que, depois, os europeus comem elegantemente nos restaurantes de Londres, Paris ou Roma? A Europa nada fez, por muito tempo. Mas quando alguns pescadores reagiram e intrometeram- se no caminho pelo qual passa 20% do petróleo do mundo... imediatamente a Europa despachou para lá os seus navios de guerra.

A história da guerra contra a pirataria em 2009 está muito mais claramente narrada por outro pirata, que viveu e morreu no século 4º AC. Foi preso e levado à presença de Alexandre, o Grande, que lhe perguntou "o que pretendia, fazendo-se de senhor dos mares." O pirata riu e respondeu: "O mesmo que você, fazendo-se de senhor das terras; mas, porque meu navio é pequeno, sou chamado de ladrão; e você, que comanda uma grande frota, é chamado de imperador." Hoje, outra vez, a grande frota europeia lança-se ao mar, rumo à Somália ­ mas... quem é o ladrão?

sábado, 9 de maio de 2009


Semana de Arte Moderna:

A semana ocorreu em São Paulo no ano de 1922, de 11 a 18 de fevereiro, no Teatro Municipal. Teve como principio a junção de varios e grandes artistas. Aconteceu em meados de conflitos políticas, sociais, econômicos e culturais. o povo assustava com a nova lingua que e a nova cultura que estava se iniciando. Bem, observando a semana, podemos distinguir que foi uma "cocha de retalhos", ou seja cada um artista colocava sua forma de pensar, e seu tipo de cultura...uma comunhão de novas idéias totalmente diferentes, uma nova maneira de pensar, obtendo novas ideias nacionalistas. Sendo assim, podemos dizer que de primeiro a semana não conquistou o territorio, por mais que teve bastante repercussão...Mas com o decorrer do tempo teve grande importanciam foi conquistando seu mundinho...

quarta-feira, 6 de maio de 2009

A Semana de Arte Moderna

A Semana de Arte Moderna, aconteceu em São Paulo no ano de 1922, de 11 a 18 de fevereiro, no Teatro Municipal.
Ocorreu em uma época cheia de conflitos políticas, sociais, econômicas e culturais. A sociedade se assustava com a nova forma cultural e suas linguagens.
A Semana, de uma certa maneira, nada mais foi do que uma ebulição de novas idéias totalmente libertadas, nacionalista em busca de uma identidade própria e de uma maneira mais livre de expressão. Não se tinha, porém, um programa definido: sentia-se muito mais um desejo de experimentar diferentes caminhos do que de definir um único ideal moderno.
Apesar da grande repercussão , a semana não teve grande importância em sua época foi com o tempo que ganhou valor histórico.

semana da arte moderna


O que foi a semana da arte moderna?

A Semana de Arte Moderna aconteceu durante os dias 13, 15 e 17 de fevereiro de 1922, no Teatro Municipal de São Paulo. Cada dia da Semana foi dedicado a um tema: pintura e escultura, poesia e literatura e por fim, música. Apesar de ser conhecida como a Semana da Arte Moderna, as exposições aconteceram somente nesses três dias:

No dia 13, Graça Aranha proferiu a conferência "A emoção estética na arte", na qual elogiou os trabalhos expostos, investiu contra o academicismo, criticou a Academia Brasileira de Letras e proclamou os artistas da Semana como personagens atuantes na "libertação da arte".
No dia 15, Oswald de Andrade leu alguns de seus poemas e Mário de Andrade fez uma palestra intitulada "A escrava não é Isaura", onde se referia ao "belo horrível" e evocava a necessidade do abrasileiramento da língua e da volta ao nativismo.
Na noite do dia 17, houve a apresentação de Villa-Lobos. A Semana prestigiou e promoveu o talento do artista, transformando-o, pela boa acolhida do grande público, na figura máxima do período nacionalista do qual se insere a produção musical modernista.
A Semana de 1922 representa o marco do lançamento público do Modernismo Brasileiro, uma vez que os artistas que lá exibiam suas obras tinham como objetivos a ruptura com as tradições acadêmicas, a atualização das artes e da literatura brasileiras em relação aos movimentos de vanguarda europeus e o encontro de uma linguagem autenticamente nacional. A idéia era atualizar culturalmente o Brasil, trazendo as influências estrangeiras, colocando-o ao lado dos países que já haviam atingido sua independência no plano das idéias, das artes plásticas, da música e da literatura. A partir dela, iniciou-se uma década de polêmicas, provocações, invenções, brigas estéticas, enfim, uma farra que parecia inesgotável, levando Mário de Andrade a afirmar que os oito anos que se seguiram à "festa" do Teatro Municipal foram "a maior orgia intelectual que a história artística registra".
Agora que foi explicado o que foi o evento, seus objetivos, é provável que se pense: Mas, como surgiu a idéia de montar uma Semana de Arte Moderna? Mário de Andrade deixa bem claro, que não foi dele: "Por mim não sei quem foi, nunca soube, só posso garantir que não fui eu". Porém, com a ajuda de registros do livro de memórias de Di Cavalcanti chamado "Viagem de Minha Vida - Testamento da Alvorada", ele assinala que foi ele o idealizador da Semana de Arte Moderna, tendo como um modelo a Semana de Deauville, na França. Assim ele sugeriu a Paulo Prado a realização de "uma semana de escândalos literários e artísticos de meter estribos na burguesiazinha paulistana". Analisando agora o evento, há que se dizer que o público não teve a mesma reação frente aos diferente tipos de arte. As artes plásticas foram as que tiveram melhor repercussão.
OS ARTISTAS

Os artistas que tiveram presença na Semana de 22, foram os poetas Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Manuel Bandeira, Guilherme de Almeida, Ribeiro Couto, Plínio Salgado e Sérgio Milliet. Graça Aranha, Ronald de Carvalho e Menotti del Picchia ocuparam-se em explicar as novas teorias. A exposição de pintura tinha obras de Anita Malfatti, Di Cavalcanti, Vicente do Rego Monteiro, Goeldi, como também do escultor Vitor Brecheret e dos arquitetos Antônio Garcia Moya e Georg Przyrembel.
Realizaram-se concertos musicais, destacando-se Villa-Lobos e o pianista Guiomar Novais. O número de dança ficou a cargo de Yvonne Daumerie.
O MOVIMENTO

O Movimento Modernista Brasileiro tomou corpo junto às várias influências trazidas pelos artistas de outros lugares do mundo.
A primeira fase do Modernismo foi influenciada pelo Futurismo europeu trazido por Oswald de Andrade em 1912.
Em 1913, o russo Lasar Segall realizou em São Paulo e em Campinas as primeiras exposições de arte não acadêmicas do país, tida como a primeira mostra de arte moderna.
No ano seguinte, Anita Malfatti, recém chegada da Alemanha, expôs quadros Expressionistas.
Em 1917 apareceram o poema "Juca Mulato" e os livros Cinzas das Horas e Carrilhões, respectivamente de Menotti del Picchia, Manuel Bandeira e Murilo Araújo, anunciadores das transformações pelas quais viriam passar a literatura brasileira.
Ainda em 1917, Anita Malfatti, que havia voltado de outra viagem, realizou sua segunda exibição no Brasil, dessa vez de quadros Cubistas. Sobre ela, o crítico Monteiro Lobato publicou um artigo intitulado A propósito da exposição Malfatti, mais conhecido como Paranóia ou Mistificação no qual atacou violentamente o trabalho da pintora. Porém, um dos efeitos da crítica foi reunir em torno dela todos os jovens artistas de convicção Modernista.
Em 1919, a escultura de Victor Brecheret empolgava a intelectualidade jovem de São Paulo. Ele trazia as influências européias, mas não deixava para trás seu traço nacionalista modernista. Italiano, veio para o Brasil ainda criança. Apesar de seus parentes o chamarem de Vittorio, Brecheret consegue sua cidadania brasileira e a partir de então, assina suas obras com o nome de Victor.
Como pode-se ver, a luta pela quebra de paradigmas era o principal objetivo da Semana. A criação de uma arte culturalmente brasileira, que se fundisse com as influências internacionais e provocasse em choque na burguesia, como expressou anteriormente, Di Cavalcanti. Mas nessa passagem, nota-se uma contradição: Os artistas que expuseram seus trabalhos durante a Semana, eram burgueses o suficiente para viajarem para muitos países, e a partir das inovações que traziam da Europa, propor uma mudança na cultura brasileira.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Semana da Arte Moderna




A Semana de Arte Moderna ocorreu no Teatro Municipal de São Paulo, em 1922, tendo como objetivo mostrar as novas tendências artísticas que já vigoravam na Europa. Esta nova forma de expressão não foi compreendida pela elite paulista, que era influenciada pelas formas estéticas européias mais conservadoras. O idealizador deste evento artístico e cultural foi o pintor Di Cavalcanti.
Esse era o ano em que o país comemorava o primeiro centenário da Independência e os jovens modernistas pretendiam redescobrir o Brasil, libertando-o das amarras que o prendiam aos padrões estrangeiros.

Seria, então, um movimento pela independência artística do Brasil.

Os jovens modernistas da Semana negavam, antes de mais nada, o academicismo nas artes. A essa altura, estavam já influenciados esteticamente por tendências e movimentos como o Cubismo, o Expressionismo e diversas ramificações pós-impressionistas.

Até aí, nenhuma novidade nem renovação. Mas, partindo desse ponto, pretendiam utilizar tais modelos europeus, de forma consciente, para uma renovação da arte nacional, preocupados em realizar uma arte nitidamente brasileira, sem complexos de inferioridade em relação à arte produzida na Europa.

Artistas da periferia de São Paulo (comentário)

Artistas da periferia de São Paulo lançam sua própria Semana de Arte Moderna e seu manifesto

Os organizadores escrevem um capítulo inédito, nele, os novos antropófagos tratam pouco de estética e muito de política e comportamento.

Oitenta e cinco anos depois do marco do movimento modernista, a Semana de Arte Moderna de 1922, Sérigo Vaz, poeta da periferia de São Paulo, organiza a Semana de Arte Moderna da Periferia. A força da Semana de 2007, que acontece de 4 a 11 de novembro, vem da primeira geração de escritores da periferia. Pela primeira vez, o Brasil tem um movimento literário nascido nas margens da cidade de São Paulo.

Vaz vive nos arredores de Taboão da Serra, na Grande São Paulo. Deixou uma carreira de auxiliar de escritório para ser poeta no Brasil, vendeu 5 mil livros de poesia sem editora e sem livraria, de mão em mão. Em 2001, ele criou a Cooperativa Cultural da Periferia (Cooperifa) ao ocupar uma fábrica abandonada para fazer um evento de arte.

O sarau da Cooperifa passou de bar em bar até achar seu lugar no boteco do Zé Batidão, na zona sul de São Paulo. Toda quarta-feira, três centenas de cidadãos periféricos ali desembarcam depois de um dia de trabalho duro para fazer e ouvir poesia. A Semana de 2007 começou a nascer nessa esquina.

O primeiro ato da Semana será uma caminhada dos artistas pela periferia. Nada irá acontecer no centro. “Quem quiser conhecer o que se passa nas bordas de São Paulo terá que inverter o tráfego”, diz Vaz. Os grupos Manicômicos (teatro), Arte na Periferia (cinema), Espírito de Zumbi e Umoja (dança) são alguns dos chamados “focos de resistência” que tentam impor sua estética em ruas onde antes só corria esgoto.

Os novos antropófagos

“Aqui o tráfico não é nem de maconha, nem de cocaína. Nós traficamos livros”

Alessandro Buzzo, residente do Itaim Paulista, declara-se “Suburbano Convicto, escritor da Periferia”. Começou a escrever por indignação e hoje, aos 35 anos, já tem quatro livros publicados. O último deles um romance, Guerreira, que editou na base de prestação, pagou uma parte com feijão, arroz, macarrão e azeite. Há alguns meses vive de arte, R$ 1500 por mês. Criou uma biblioteca num bloco carnavalesco. Comanda o Favela Toma Conta, evento anual de hip-hop. Duas vezes por mês faz o Cine Favela, levando filmes brasileiros às periferias. Dá oficinas de escrita para os garotos da Febem.

“O Brasil só vai melhorar quando o povo começar a roubar livros em vez de armas, drogas e dinheiro”

Ademiro Alvez, mais conhecido como Sacolinha, diz que se não fossem os livros ele estaria a sete palmos do chão. Filho de pai sumido e mãe feirante, trabalhou dos 9 aos 21 anos como cobrador de lotação. Terminou o ensino médio “semi-analfabeto”, sem entender o que lia. Aos 18 anos ele começou a ler, roubando livros da própria família, ampliou suas atividades por livrarias, bienais e conferências. Aos 22 fez uma rifa para publicar seu primeiro romance. “Salvo” pela literatura, Sacolinha criou uma ONG para divulgar os novos autores, organizou trocas literárias para abastecer bibliotecas, criou sarau de poesias e entrou na faculdade de Letras. Desde 2005 é coordenador de literatura da Prefeitura de Suzano, na Grande São Paulo.

Semana de arte moderna

A Semana de Arte Moderna aconteceu durante os dias 13, 15 e 17 de fevereiro de 1922, no Teatro Municipal de São Paulo. Cada dia da Semana foi dedicado a um tema: pintura e escultura, poesia e literatura e por fim, música.


Em um período repleto de agitações, os intelectuais brasileiros se viram em um momento em que precisavam abandonar os valores estéticos antigos, ainda muito apreciados em nosso país, para dar lugar a um novo estilo completamente contrário, e do qual, não se sabia ao certo o rumo a ser seguido.

No Brasil, o descontentamento com o estilo anterior foi bem mais explorado no campo da literatura, com maior ênfase na poesia. Entre os escritores modernistas destacam-se: Oswald de Andrade, Guilherme de Almeida e Manuel Bandeira. Na pintura, destacou-se Anita Malfatti, que realizou a primeira exposição modernista brasileira em 1917. Suas obras, influenciadas pelo cubismo, expressionismo e futurismo, escandalizaram a sociedade da época. Monteiro Lobato não poupou críticas à pintora, contudo, este episódio serviu como incentivo para a realização da Semana de Arte Moderna.

A Semana, na verdade, foi a explosão de idéias inovadoras que aboliam por completo a perfeição estética tão apreciada no século XIX. Os artistas brasileiros buscavam uma identidade própria e a liberdade de expressão; com este propósito, experimentavam diferentes caminhos sem definir nenhum padrão. Isto culminou com a incompreensão e com a completa insatisfação de todos que foram assistir a este novo movimento. Logo na abertura, Manuel Bandeira, ao recitar seu poema Os sapos, foi desaprovado pela platéia através de muitas vaias e gritos.

Embora tenha sido alvo de muitas críticas, a Semana de Arte Moderna só foi adquirir sua real importância ao inserir suas idéias ao longo do tempo. O movimento modernista continuou a expandir-se por divulgações através da Revista Antropofágica e da Revista Klaxon, e também pelos seguintes movimentos: Movimento Pau-Brasil, Grupo da Anta, Verde-Amarelismo e pelo Movimento Antropofágico.

Todo novo movimento artístico é uma ruptura com os padrões utilizados pelo anterior, isto vale para todas as formas de expressões, sejam elas através da pintura, literatura, escultura, poesia, etc. Ocorre que nem sempre o novo é bem aceito, isto foi bastante evidente no caso do Modernismo, que, a principio, chocou por fugir completamente da estética européia tradicional que influenciava os artistas brasileiros.

sábado, 2 de maio de 2009

Semana de Arte Moderna

Anita Malfatti
A Exposição de Pintura Moderna - Anita Malfatti, realizada em São Paulo, entre 12 de dezembro de 1917 e 11 de janeiro de 1918, é considerada um marco na história da arte moderna no Brasil e o "estopim" da Semana de Arte Moderna de 1922, nos termos do historiador Mário da Silva Brito.
O impacto das telas de Anita tem a ver com seu aspecto expressionista, novo para os padrões da arte brasileira da época.

Algumas de suas Obras:


O Farol de Monhegan , 1915


A Estudante Russa , ca. 1915


O Barco , 1915

Semana de arte moderna

Semana de arte moderna


A Semana de Arte Moderna aconteceu durante os dias 13, 15 e 17 de fevereiro de 1922, no Teatro Municipal de São Paulo. Cada dia da Semana foi dedicado a um tema: pintura e escultura, poesia e literatura e por fim, música. Apesar de ser conhecida como a Semana da Arte Moderna, as exposições aconteceram somente nesses três dias:

No dia 13, Graça Aranha proferiu a conferência "A emoção estética na arte", na qual elogiou os trabalhos expostos, investiu contra o academicismo, criticou a Academia Brasileira de Letras e proclamou os artistas da Semana como personagens atuantes na "libertação da arte".

No dia 15, Oswald de Andrade leu alguns de seus poemas e Mário de Andrade fez uma palestra intitulada "A escrava não é Isaura", onde se referia ao "belo horrível" e evocava a necessidade do abrasileiramento da língua e da volta ao nativismo.

Na noite do dia 17, houve a apresentação de Villa-Lobos. A Semana prestigiou e promoveu o talento do artista, transformando-o, pela boa acolhida do grande público, na figura máxima do período nacionalista do qual se insere a produção musical modernista.

A Semana de 1922 representa o marco do lançamento público do Modernismo Brasileiro, uma vez que os artistas que lá exibiam suas obras tinham como objetivos a ruptura com as tradições acadêmicas, a atualização das artes e da literatura brasileiras em relação aos movimentos de vanguarda europeus e o encontro de uma linguagem autenticamente nacional. A idéia era atualizar culturalmente o Brasil, trazendo as influências estrangeiras, colocando-o ao lado dos países que já haviam atingido sua independência no plano das idéias, das artes plásticas, da música e da literatura.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Semana da Arte Moderna

Um dos cartazes da «Semana», satirizando os grandes nomes da música, da literatura e da pintura.
Sacudindo as estruturasda arte tupiniquim

A Semana de Arte Moderna de 22, realizada entre 11 e 18 de fevereiro de 1922 no Teatro Municipal de São Paulo, contou com a participação de escritores, artistas plásticos, arquitetos e músicos.
Seu objetivo era renovar o ambiente artístico e cultural da cidade com "a perfeita demonstração do que há em nosso meio em escultura, arquitetura, música e literatura sob o ponto de vista rigorosamente atual", como informava o Correio Paulistano a 29 de janeiro de 1922.
A produção de uma arte brasileira, afinada com as tendências vanguardistas da Europa, sem contudo perder o caráter nacional, era uma das grandes aspirações que a Semana tinha em divulgar.

Independência e sorte


Esse era o ano em que o país comemorava o primeiro centenário da Independência e os jovens modernistas pretendiam redescobrir o Brasil, libertando-o das amarras que o prendiam aos padrões estrangeiros.
Seria, então, um movimento pela independência artística do Brasil.
Os jovens modernistas da Semana negavam, antes de mais nada, o academicismo nas artes. A essa altura, estavam já influenciados esteticamente por tendências e movimentos como o Cubismo, o Expressionismo e diversas ramificações pós-impressionistas.
Até aí, nenhuma novidade nem renovação. Mas, partindo desse ponto, pretendiam utilizar tais modelos europeus, de forma consciente, para uma renovação da arte nacional, preocupados em realizar uma arte nitidamente brasileira, sem complexos de inferioridade em relação à arte produzida na Europa.

Um grupo importantede renovadores


De acordo com o catálogo da mostra, participavam da Semana os seguintes artistas: Anita Malfatti, Di Cavalcanti, Zina Aita, Vicente do Rego Monteiro, Ferrignac (Inácio da Costa Ferreira), Yan de Almeida Prado, John Graz, Alberto Martins Ribeiro e Oswaldo Goeldi, com pinturas e desenhos;
Marcavam presença, ainda, Victor Brecheret, Hildegardo Leão Velloso e Wilhelm Haarberg, com esculturas; Antonio Garcia Moya e Georg Przyrembel, com projetos de arquitetura.
Além disso, havia escritores como Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Menotti del Picchia, Sérgio Milliet, Plínio Salgado, Ronald de Carvalho, Álvaro Moreira, Renato de Almeida, Ribeiro Couto e Guilherme de Almeida.
Na música, estiveram presentes nomes consagrados, como Villa-Lobos, Guiomar Novais, Ernâni Braga e Frutuoso Viana.

segunda-feira, 27 de abril de 2009






Tarsila do Amaral

Tarsila do Amaral nasceu em Capivari SP em 1886. Estudou com Pedro Alexandrino, a partir de 1917, e depois com George Fischer Elphons, em São Paulo. Em Paris freqüentou a Académie Julien, sob a orientação de Émile Renard. Entrou em contato com Fernand Léger, cujo estilo a marcou sobremodo, André Lhote e Albert Gleisse, e estruturou sua personalidade artística a partir das influências cubistas. Em 1922 participou em Paris do Salão dos Artistas Franceses.
Foi a pintora mais representativa da primeira fase do movimento
modernista brasileiro, ao lado de Anita Malfatti. Seu quadro Abaporu, de 1928, inaugura o movimento antropofágico nas artes plásticas.


Tarsila deixou muitas obras importantes como:

Antropofagia,Urutu,Lago, Sol Poente, entre outras... que jamais serão Esquecidas.



Arte Moderna



Semana de Arte Moderna



Evento de 1922 que representa uma renovação de linguagem, a busca de experimentação, a liberdade criadora e a ruptura com o passado.

Durante os sete dias de exposição, foram expostos quadros e apresentadas poesias, músicas e palestras sobre a modernidade,o que deixou indignados alguns escritores e artistas de renome.A Semana de Arte Moderna ocorreu em uma época cheia de turbulências políticas, sociais, econômicas e culturais. As novas Vangardas estéticas surgiam e o mundo se espantava com as novas linguagens desprovidas de regras. Alvo de críticas e em parte ignorada, a Semana não foi bem entendida em sua época. A Semana de Arte Moderna se encaixa no contexto da República Velha, controlada pelas oligarquias cafeeiras e pela política do café-com-leite. O capitalismo crescia no Brasil, consolidando a República e a elite paulista, esta totalmente influenciada pelos padrões estéticos europeus mais tradicionalistas. Seu objetivo era renovar o ambiente artístico e cultural da cidade com "a perfeita demonstração do que há em nosso meio em escultura, arquitetura, música e literatura sob o ponto de vista rigorosamente atual", como informava o Correio Paulistano a 29 de janeiro de 1922.
A produção de uma arte brasileira, afinada com as tendências vanguardistas da Europa, sem contudo perder o caráter nacional, era uma das grandes aspirações que a Semana tinha em divulgar.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Sebastianismo

Sebastianismo no Brasil


O Sebastianismo doutrina salvacionista definida pela espera do messias, de uma espécie de pai da pátria que vem redimir o país e o povo de uma situação desfavorável, é uma crença enraizada no imaginário do povo português desde pouco depois do desaparecimento do rei Sebastião na batalha de Alcácer-Quibir (1578).
A questão a ser desenvolvida no presente trabalho é comprovar a presença do messianismo no Brasil. Além dos episódios de Pedra Bonita e de Canudos, ocorridos no nordeste do Brasil.Trajetória do Mito Sebastião em Portugal
O jovem rei Dom Sebastião foi desde seu nascimento à única esperança portuguesa de restauração da antiga glória. Era intitulado “Desejado”, por ter nascido após um tempo em que o futuro do reino estava incerto devido à ausência de descendentes.
O reino vivia um momento de decadência, com ascensão de outras potências no cenário europeu. A retomada esperava-se, seria com o rei menino. Como explica José Van Den Besselaar:
O sebastianismo é um Movimento messiânico no Brasil - Antropólogos observaram, entre os indígenas brasileiros, a existência de esperanças messiânicas. O contato com os brancos deu origem a outras tendências, cuja mitologia e ritual já encerravam um sincretismo de elementos indígenas e cristãos. No século XIX, o mito da volta de D. Sebastião (o sebastianismo, de importante significado na história portuguesa do século XVI a meados do XIX), ganhou adeptos fervorosos em dois movimentos messiânicos de Pernambuco: o da Cidade do Paraíso Terreal, em 1817, e o do Reino Encantado, em 1833.
Outros movimentos messiânicos apareceram entre populações rurais do Brasil na segunda metade do século XIX, de que são exemplos: o de Canudos, de Antônio Conselheiro, no Ceará; o dos Muckers, entre colonos alemães do Rio Grande do Sul, em 1872; o da "cidade santa", do padre Cícero, no Ceará, de 1870 a 1934; e o da "guerra santa", de João Maria e José Maria, no Paraná e em Santa Catarina, de 1842 e 1911.
Canudos

Guerra de Canudos:







Filme da Guerra de Canudos

Ocorreu no sertão baiano no século XIX. O líder Antônio Conselheiro defendia a volta da monarquia classificava o republicanismo como uma manifestação do anti-Cristo.

Como a fama do movimento começou a se espalhar pelo país, os governos estadual e federal se uniram para destruí-lo. Em 1897, Canudos foi completamente destruída.

Sem dúvida foi o maior movimento messiânico ocorrido no Brasil.

Guerra do contestado:


Caboclos armados


A Guerra do Contestado foi um conflito armado entre a população cabocla e os representantes do poder estadual e federal brasileiro travado entre outubro de 1912 a agosto de 1916, numa região rica em erva-mate e madeira disputada pelos estados brasileiros do Paraná e de Santa Catarina.

Originada nos problemas sociais, decorrentes principalmente da falta de regularização da posse de terras, e da insatisfação da população hipossuficiente, numa região em que a presença do poder público era pífia, o embate foi agravado ainda pelo fanatismo religioso, expresso pelo messianismo e pela crença, por parte dos caboclos revoltados, de que se tratava de uma guerra santa.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Semana de Arte Moderna - 1922



A Semana de Arte Moderna de 1922, realizada em São Paulo, no Teatro Municipal, teve como principal propósito renovar, transformar o contexto artístico e cultural urbano da época, tanto na literatura, quanto nas artes plásticas, na arquitetura e na música. Mudar uma produção artística, criar uma arte essencialmente brasileira, embora em sintonia com as novas tendências europeias, essa era basicamente a intenção dos modernistas.
Durante uma semana a cidade entrou em pleno choque cultural, sob a inspiração de novas linguagens, de experiências artísticas, de uma liberdade criadora sem igual, com o consequente rompimento com o passado. Novos conceitos foram difundidos e novos talentos foram despontados.

O movimento modernista surgiu em um contexto repleto de agitações políticas, sociais, econômicas e culturais, e como toda inovação, não foi bem acolhida pelos tradicionais paulistas, habituados aos modelos estéticos europeus mais arcaicos, não poupando esforços para destruir suas ideias.

Assim, principal legado da Semana de Arte Moderna foi inovar, libertando a arte brasileira da reprodução de padrões europeus, dando início à construção de uma cultura essencialmente moderna e nacional.