quarta-feira, 2 de setembro de 2009

O Estilo do Rock Brasileiro


Em 1967 surge um estilo de rock brasileiro bem menos alienado, que critica o governo tanto quanto possível. Feitos pelos adeptos do movimento tropicalista: Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa, Tom Zé, Nara Leão, Os mutantes e Rogério Duprat.
Bem resumiu Erasmo Carlos: " O tropicalismo era um jovem guarda com consciência das coisas."
O tropicalismo pretendia misturar todo tipo de música, nova ou antiga, brasileira ou estrangeira, sofisticada ou cafona, sem preconceitos. Muitos apontam nessa abertura total o efeito colateral muito criticado "popificar" de vez a MPB, além de ressucitar a cafonice do bolero e do samba-canção.
Outros, contudo, conseguiam fazer rock brasileiro nacionalista no melhor sentido, sem paternalismos ou protecionismos, desde cerca de 1969. Jorge Ben (Jor) uniu o rock ao samba e mantém o melhor de ambos, seguido de perto por Osvaldo Nunes.
Raul Seixas, Alceu Valença, Geraldo Azevedo, Fagner e os Novos Baianos fizeram o mesmo com o rock e os ritmos norte-nordestinos. E nos anos 90 artistas como os Raimundos, Chico Science e Boi Mamão fizeram o caminho inverso, incorporando o baião e o rock hardcore.

A influência do Rock na História do Brasil do século XX

O rock apesar de não parecer, teve bastante importância dos anos 50 até atualmente na história do Brasil. Podemos citar como exemplo a época da ditadura militar, quando o rock da época (Jovem Guarda e outros) usava desse veículo para fazer duras críticas a ditadura, na época o rock esteve intimamente ligado com o samba. Conforme os anos avançavam o rock fazia cada vez mais sucesso, tivemos grandes roqueiros como “Rita Lee”, “Os Mutantes”, “Secos e Molhados”, “Blitz”, “Titãs”, “Legião Urbana”, “Sepultura”, provando que o rock não apenas fez sucesso no Brasil mas tornou-se parte de nosso dia a dia, desde as críticas sociais feitas pelo punk a o pop nas novelas e comerciais de televisão. O Brasil também teve seus grandes “roqueiros”, o rock tornou-se parte de nossa cultura, podemos afirmar que o rock não é só americano, ou então só inglês, mas também ele foi italiano, mexicano, alemão, japonês e também brasileiro, provando assim que o rock é cultura, faz parte de nossa cultura.


* Muito mais sobre o rock poderemos esperar no Festival de Rock da EMARC. Aguardem!

O rock inspira a moda, a moda influência o rock


Muitos artistas já provaram que a música pode fazer uma bela parceria com a moda. Um exemplo é a banda brasileira Cansei de Ser Sexy, que faz mais sucesso lá fora do que aqui. Antes de se tornarem famosos, os integrantes do grupo trabalhavam com moda. Luisa Matsushita, vocalista fashion que adotou o nome Lovefoxxx, era ilustradora antes da fama. Trabalhou no site de Gloria Kalil e fez estampas para as grifes Triton, Amonstro e Depeyre.
A outra vocalista Clara era estilista e continuou usando os conhecimentos da profissão na trajetória da banda. O visual do grupo sempre chamou atenção na mesma proporção das performances dos shows. Lovefoxxx foi escolhida uma das dez pessoas mais cool da música e esteve entre as personalidades da música mais descoladas de 2006, segundo informou a revista inglesa “New Musical Express”. O mesmo veículo a elegeu em 2007 como uma das três personalidades mais legais do mundo. Lovefoxxx, que atualmente acompanha o Cansei de Ser Sexy numa bem-sucedida turnê pela Europa, hoje é vista como uma das mais importantes artistas da cultura jovem global.
Nos anos 70, uma personalidade ilustre do cenário da arte se enveredou – em partes – para o rock. Andy Warhol, o mentor da pop art, também colocou sua paleta de cores na Velvet Underground, banda experimental dos Estados Unidos. Warhol, além de produzir, promover a banda e dar alguns pitacos – colocou na banda a modelo alemã Nico – criou uma das capas mais antológicas do rock. O primeiro disco do Velvet, de 1967, traz uma banana na capa, criação do artista que estampa hoje milhares de camisetas, almofadas e pôsteres em todo o mundo.