Em 1967 surge um estilo de rock brasileiro bem menos alienado, que critica o governo tanto quanto possível. Feitos pelos adeptos do movimento tropicalista: Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa, Tom Zé, Nara Leão, Os mutantes e Rogério Duprat.
Bem resumiu Erasmo Carlos: " O tropicalismo era um jovem guarda com consciência das coisas."
O tropicalismo pretendia misturar todo tipo de música, nova ou antiga, brasileira ou estrangeira, sofisticada ou cafona, sem preconceitos. Muitos apontam nessa abertura total o efeito colateral muito criticado "popificar" de vez a MPB, além de ressucitar a cafonice do bolero e do samba-canção.
Outros, contudo, conseguiam fazer rock brasileiro nacionalista no melhor sentido, sem paternalismos ou protecionismos, desde cerca de 1969. Jorge Ben (Jor) uniu o rock ao samba e mantém o melhor de ambos, seguido de perto por Osvaldo Nunes.
Raul Seixas, Alceu Valença, Geraldo Azevedo, Fagner e os Novos Baianos fizeram o mesmo com o rock e os ritmos norte-nordestinos. E nos anos 90 artistas como os Raimundos, Chico Science e Boi Mamão fizeram o caminho inverso, incorporando o baião e o rock hardcore.