quinta-feira, 30 de abril de 2009

Semana da Arte Moderna

Um dos cartazes da «Semana», satirizando os grandes nomes da música, da literatura e da pintura.
Sacudindo as estruturasda arte tupiniquim

A Semana de Arte Moderna de 22, realizada entre 11 e 18 de fevereiro de 1922 no Teatro Municipal de São Paulo, contou com a participação de escritores, artistas plásticos, arquitetos e músicos.
Seu objetivo era renovar o ambiente artístico e cultural da cidade com "a perfeita demonstração do que há em nosso meio em escultura, arquitetura, música e literatura sob o ponto de vista rigorosamente atual", como informava o Correio Paulistano a 29 de janeiro de 1922.
A produção de uma arte brasileira, afinada com as tendências vanguardistas da Europa, sem contudo perder o caráter nacional, era uma das grandes aspirações que a Semana tinha em divulgar.

Independência e sorte


Esse era o ano em que o país comemorava o primeiro centenário da Independência e os jovens modernistas pretendiam redescobrir o Brasil, libertando-o das amarras que o prendiam aos padrões estrangeiros.
Seria, então, um movimento pela independência artística do Brasil.
Os jovens modernistas da Semana negavam, antes de mais nada, o academicismo nas artes. A essa altura, estavam já influenciados esteticamente por tendências e movimentos como o Cubismo, o Expressionismo e diversas ramificações pós-impressionistas.
Até aí, nenhuma novidade nem renovação. Mas, partindo desse ponto, pretendiam utilizar tais modelos europeus, de forma consciente, para uma renovação da arte nacional, preocupados em realizar uma arte nitidamente brasileira, sem complexos de inferioridade em relação à arte produzida na Europa.

Um grupo importantede renovadores


De acordo com o catálogo da mostra, participavam da Semana os seguintes artistas: Anita Malfatti, Di Cavalcanti, Zina Aita, Vicente do Rego Monteiro, Ferrignac (Inácio da Costa Ferreira), Yan de Almeida Prado, John Graz, Alberto Martins Ribeiro e Oswaldo Goeldi, com pinturas e desenhos;
Marcavam presença, ainda, Victor Brecheret, Hildegardo Leão Velloso e Wilhelm Haarberg, com esculturas; Antonio Garcia Moya e Georg Przyrembel, com projetos de arquitetura.
Além disso, havia escritores como Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Menotti del Picchia, Sérgio Milliet, Plínio Salgado, Ronald de Carvalho, Álvaro Moreira, Renato de Almeida, Ribeiro Couto e Guilherme de Almeida.
Na música, estiveram presentes nomes consagrados, como Villa-Lobos, Guiomar Novais, Ernâni Braga e Frutuoso Viana.

segunda-feira, 27 de abril de 2009






Tarsila do Amaral

Tarsila do Amaral nasceu em Capivari SP em 1886. Estudou com Pedro Alexandrino, a partir de 1917, e depois com George Fischer Elphons, em São Paulo. Em Paris freqüentou a Académie Julien, sob a orientação de Émile Renard. Entrou em contato com Fernand Léger, cujo estilo a marcou sobremodo, André Lhote e Albert Gleisse, e estruturou sua personalidade artística a partir das influências cubistas. Em 1922 participou em Paris do Salão dos Artistas Franceses.
Foi a pintora mais representativa da primeira fase do movimento
modernista brasileiro, ao lado de Anita Malfatti. Seu quadro Abaporu, de 1928, inaugura o movimento antropofágico nas artes plásticas.


Tarsila deixou muitas obras importantes como:

Antropofagia,Urutu,Lago, Sol Poente, entre outras... que jamais serão Esquecidas.



Arte Moderna



Semana de Arte Moderna



Evento de 1922 que representa uma renovação de linguagem, a busca de experimentação, a liberdade criadora e a ruptura com o passado.

Durante os sete dias de exposição, foram expostos quadros e apresentadas poesias, músicas e palestras sobre a modernidade,o que deixou indignados alguns escritores e artistas de renome.A Semana de Arte Moderna ocorreu em uma época cheia de turbulências políticas, sociais, econômicas e culturais. As novas Vangardas estéticas surgiam e o mundo se espantava com as novas linguagens desprovidas de regras. Alvo de críticas e em parte ignorada, a Semana não foi bem entendida em sua época. A Semana de Arte Moderna se encaixa no contexto da República Velha, controlada pelas oligarquias cafeeiras e pela política do café-com-leite. O capitalismo crescia no Brasil, consolidando a República e a elite paulista, esta totalmente influenciada pelos padrões estéticos europeus mais tradicionalistas. Seu objetivo era renovar o ambiente artístico e cultural da cidade com "a perfeita demonstração do que há em nosso meio em escultura, arquitetura, música e literatura sob o ponto de vista rigorosamente atual", como informava o Correio Paulistano a 29 de janeiro de 1922.
A produção de uma arte brasileira, afinada com as tendências vanguardistas da Europa, sem contudo perder o caráter nacional, era uma das grandes aspirações que a Semana tinha em divulgar.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Sebastianismo

Sebastianismo no Brasil


O Sebastianismo doutrina salvacionista definida pela espera do messias, de uma espécie de pai da pátria que vem redimir o país e o povo de uma situação desfavorável, é uma crença enraizada no imaginário do povo português desde pouco depois do desaparecimento do rei Sebastião na batalha de Alcácer-Quibir (1578).
A questão a ser desenvolvida no presente trabalho é comprovar a presença do messianismo no Brasil. Além dos episódios de Pedra Bonita e de Canudos, ocorridos no nordeste do Brasil.Trajetória do Mito Sebastião em Portugal
O jovem rei Dom Sebastião foi desde seu nascimento à única esperança portuguesa de restauração da antiga glória. Era intitulado “Desejado”, por ter nascido após um tempo em que o futuro do reino estava incerto devido à ausência de descendentes.
O reino vivia um momento de decadência, com ascensão de outras potências no cenário europeu. A retomada esperava-se, seria com o rei menino. Como explica José Van Den Besselaar:
O sebastianismo é um Movimento messiânico no Brasil - Antropólogos observaram, entre os indígenas brasileiros, a existência de esperanças messiânicas. O contato com os brancos deu origem a outras tendências, cuja mitologia e ritual já encerravam um sincretismo de elementos indígenas e cristãos. No século XIX, o mito da volta de D. Sebastião (o sebastianismo, de importante significado na história portuguesa do século XVI a meados do XIX), ganhou adeptos fervorosos em dois movimentos messiânicos de Pernambuco: o da Cidade do Paraíso Terreal, em 1817, e o do Reino Encantado, em 1833.
Outros movimentos messiânicos apareceram entre populações rurais do Brasil na segunda metade do século XIX, de que são exemplos: o de Canudos, de Antônio Conselheiro, no Ceará; o dos Muckers, entre colonos alemães do Rio Grande do Sul, em 1872; o da "cidade santa", do padre Cícero, no Ceará, de 1870 a 1934; e o da "guerra santa", de João Maria e José Maria, no Paraná e em Santa Catarina, de 1842 e 1911.
Canudos

Guerra de Canudos:







Filme da Guerra de Canudos

Ocorreu no sertão baiano no século XIX. O líder Antônio Conselheiro defendia a volta da monarquia classificava o republicanismo como uma manifestação do anti-Cristo.

Como a fama do movimento começou a se espalhar pelo país, os governos estadual e federal se uniram para destruí-lo. Em 1897, Canudos foi completamente destruída.

Sem dúvida foi o maior movimento messiânico ocorrido no Brasil.

Guerra do contestado:


Caboclos armados


A Guerra do Contestado foi um conflito armado entre a população cabocla e os representantes do poder estadual e federal brasileiro travado entre outubro de 1912 a agosto de 1916, numa região rica em erva-mate e madeira disputada pelos estados brasileiros do Paraná e de Santa Catarina.

Originada nos problemas sociais, decorrentes principalmente da falta de regularização da posse de terras, e da insatisfação da população hipossuficiente, numa região em que a presença do poder público era pífia, o embate foi agravado ainda pelo fanatismo religioso, expresso pelo messianismo e pela crença, por parte dos caboclos revoltados, de que se tratava de uma guerra santa.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Semana de Arte Moderna - 1922



A Semana de Arte Moderna de 1922, realizada em São Paulo, no Teatro Municipal, teve como principal propósito renovar, transformar o contexto artístico e cultural urbano da época, tanto na literatura, quanto nas artes plásticas, na arquitetura e na música. Mudar uma produção artística, criar uma arte essencialmente brasileira, embora em sintonia com as novas tendências europeias, essa era basicamente a intenção dos modernistas.
Durante uma semana a cidade entrou em pleno choque cultural, sob a inspiração de novas linguagens, de experiências artísticas, de uma liberdade criadora sem igual, com o consequente rompimento com o passado. Novos conceitos foram difundidos e novos talentos foram despontados.

O movimento modernista surgiu em um contexto repleto de agitações políticas, sociais, econômicas e culturais, e como toda inovação, não foi bem acolhida pelos tradicionais paulistas, habituados aos modelos estéticos europeus mais arcaicos, não poupando esforços para destruir suas ideias.

Assim, principal legado da Semana de Arte Moderna foi inovar, libertando a arte brasileira da reprodução de padrões europeus, dando início à construção de uma cultura essencialmente moderna e nacional.









Semana da arte moderna

A Semana de Arte Moderna de 22, realizada entre 11 e 18 de fevereiro de 1922 no Teatro Municipal de São Paulo, contou com a participação de escritores, artistas plásticos, arquitetos e músicos. Seu objetivo era renovar o ambiente artístico e cultural da cidade com "a perfeita demonstração do que há em nosso meio em escultura, arquitetura, música e literatura sob o ponto de vista rigorosamente atual", como informava o Correio Paulistano a 29 de janeiro de 1922.
A produção de uma arte brasileira, afinada com as tendências vanguardistas da Europa, sem contudo perder o caráter nacional, era uma das grandes aspirações que a Semana tinha em divulgar. Esse era o ano em que o país comemorava o primeiro centenário da Independência e os jovens modernistas pretendiam redescobrir o Brasil, libertando-o das amarras que o prendiam aos padrões estrangeiros. Seria, então, um movimento pela independência artística do Brasil.Os jovens modernistas da Semana negavam, antes de mais nada, o academicismo nas artes. A essa altura, estavam já influenciados esteticamente por tendências e movimentos como o Cubismo, o Expressionismo e diversas ramificações pós-impressionistas.
Até aí, nenhuma novidade nem renovação. Mas, partindo desse ponto, pretendiam utilizar tais modelos europeus, de forma consciente, para uma renovação da arte nacional, preocupados em realizar uma arte nitidamente brasileira, sem complexos de inferioridade em relação à arte produzida na Europa.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

mandando ver

pessoal, nossas aulas estão inaugurando uma nova etapa. Agora poderemos, além do ORKUT teremos mais este canal para trocar idéias, conhecimentos, postar sugestões e revisar conteúdos. Então vamos mandar ver e aproveitar todas as horas...este é só um primeiro contato.