quarta-feira, 15 de julho de 2009

Modernismo no Brasil

Modernismo no Brasil

O modernismo foi um movimento literário e artístico do início do séc. XX, cujo objetivo era o rompimento com o tradicionalismo, a libertação estética, a experimentação constante e, principalmente, a independência cultural do país. Apesar da força do movimento literário modernista a base deste movimento se encontra nas artes plásticas, com destaque para a pintura.
O Brasil passava por profundas modificações sociais, políticas e econômicas no início do século. Entretanto, no terreno artístico não caminhava com a mesma velocidade. Ainda eram admirados os pintores ligados ao século passado e o parnasianismo de Olavo Bilac e Coelho Neto, indiferentes às rupturas que a Europa e os Estados Unidos por essa época.
Apesar da força literária do grupo modernista, as artes plásticas estão na base do movimento. O impulso teria vindo da pintura, da atuação de Di Cavalcanti à frente da organização do evento e da exposição de Anita Malfatti, em 1917.
O principal escultor modernista é Vitor Brecheret. Suas obras são geometrizadas, têm formas sintéticas e poucos detalhes. Seu trabalho mais conhecido é o Monumento às Bandeiras, no Parque Ibirapuera, em São Paulo. Outros dois escultores importantes são Celso Antônio de Menezes (1896-) e Bruno Giorgi (1905-1993).
No Brasil, este movimento possui como marco simbólico a Semana de Arte Moderna, realizada em 1922, na cidade de São Paulo, devido ao Centenário da Independência. Mas, devemos lembrar que o modernismo já se mostrava presente muito antes do movimento de 1922. As primeiras mudanças na cultura brasileira que tenderam para o modernismo com as obras do pintor Lasar Segall; e no ano de 1917, a pintora Anita Malfatti, recém-chegada da Europa, provoca uma renovação artística com a exposição de seus quadros.
A defesa de um novo ponto de vista estético e o compromisso com a independência cultural do país fazem do modernismo sinônimo de "estilo novo", diretamente associado à produção realizada sob a influência de 1922.
O principal veículo das idéias modernistas é a revista Klaxon, lançada em maio de 1922.
O Modernismo de 1922-1930 foi o mais radical dos movimentos modernistas, totalmente inovador, revolucionário, quebrando-se todas as estruturas do passado, voltado para fora, exteriorizado, "língua brasileira", que é a língua falada pelo povo brasileiro
- dois tipos de nacionalismo:
+ o nacionalismo crítico, que critica realisticamente a realidade brasileira, idéias esquerdistas
+ o nacionalismo ufanista, que elogia exageradamente nossas riquezas, idéias de direita busca pela liberdade preocupação em retratar a vida diária, cotidiana, banal, sem exageros emocionais versos livres, sem esquema de rimas ou metrificação.
Alunos: Stanley Oliveira mendes e Nilton Silva de Sousa Junior

terça-feira, 14 de julho de 2009

Recuperação

E ai galerinha da recuperação...
só pra lembrar o que vai rolar esta semana d recuperação
Trabalho: produção crítica de cráter pessoal, máximo de 2 laudas e mínimo de 1 completa. assunto: A importância do Modernismo para a literatura brasileira.
assuntos para a prova: Orações coordenadas; orações subordinadas substantivas e adverbiais e modernismo.
caprichem tá, bjoks

simulado novo ENEM

gente, quem quiser dar um treino no novo ENEM pode passar por este endereço e ver como se sai. Bons estudos e boas férias. http://enem.portaluno.com.br/simulados/crear.html

segunda-feira, 6 de julho de 2009

vidas secas

Vidas Secas

O livro retrata a vida de pessoas que vivem no sertão brasileiro e o sacrifício delas para sobreviver , fala também sobre os problemas sociais vividos por quem é pobre.
A obra conta a historia de Fabiano e sua familia: Sinha Vitória, o menino mais velho, o menino mais novo e a cachorra Baleia

Fabiano : Vaqueiro, rude, sem instrução e sem capacidade de entendimento, Fabiano não tem planos e vive a procura de trabalho. Bebe muito e perde dinheiro no jogo. Quando se reconhece um homem e sente orgulho, Fabiano é a afirmação do indivíduo que se sobrepõe às dificuldades. Quando se reconhece um animal, ganha relevância o ser impessoal de existência desumana. Fabiano tenta, mas não consegue se comunicar. Como os animais, a família de Fabiano praticamente não tinha linguagem. Contando apenas com o instinto de sobrevivência, ele – um cabra vermelho, curtido pelo sol, é vencido por um soldado raquítico que desafia-o para uma partida de baralho. Humilhado, Fabiano chega a ser preso e não consegue se defender: a fragilidade de linguagem impede a possibilidade de divulgar a injustiça que sofrera e ele lamenta viver como um bicho, sem ter frequentado a escola.
Sinha Vitória, mulher de Fabiano, vive sua sina, sempre atenta aos sinais, estremece lembrando-se da seca, mas logo afasta a recordação, temendo que ela se realize, e reza baixinho. Esperta, sabe fazer conta, previne o marido sobre os trapaceiros e enganadores. Tem consciência da condição em que vivem, mas também tem planos e sonha. O maior dos seus sonhos é ter uma cama de couro. Além de cuidar dos filhos e da tapera, Sinha Vitória ajuda o marido nas tarefas. Trabalha duro e, às vezes fica brava e briga com o marido, reclamando daquela vida embrutecida, sem ter sequer uma cama para dormir.
O menino mais novo admira os hábitos do pai quando ele cavalga totalmente adaptado ao cavalo - qual uma figura lendária, e tenta imitá-lo, absorvendo um pouco daquela grandeza que os tirava da vida que levavam.
O menino mais velho, ao contrário, a vida de vaqueiro não o fascina. Ele deseja descobrir o sentido das palavras e recorre à mãe – porção mais “intelectual” da família, que frequentemente o afasta, por não ter explicações para dar.
Os dois meninos, anônimos, vivem a brincar com Baleia em redor da tapera. Raramente procuram os pais, por receio de tomarem cascudos.
A cachorra Baleia é um membro da família.

Comentário da obra - O Quinze, de Rachel de Queiroz

De Ana Clara :

O titulo do livro refere a uma grande seca que aconteceu em 1915.O romance se divide em duas etapas.A do vaqueiro Chico Bento e sua família e a outra de Vicente,um rude proprietário de gado e conceição, sua prima culta e professora.Conceição é uma moça que gosta de ler, inclusive de tendências feministas e socialistas. Sua avo estranha, Mãe Nácia - representante das velhas tradições. No período de férias, Conceição passava na fazenda da família, no Logradouro, perto do Quixadá. Mesmo com seus 22 anos, não pensava em casamento, mas sempre se "engraçava" com seu primo Vicente.Com a seca, a família de Mãe Nácia decide ir para cidade e deixar Vicente cuidando de tudo. Trabalhava para manter os animais vivos. Conceição, trabalhava agora no campo de concentração(alojamento) , e descobre que seu primo estava de caso com uma caboclinha qualquer. As irmã de Vicente armam um namoro entre ele e uma amiga, a Mariinha Garcia. Ele se espanta ao saber disso,e Conceição trata seu primo com uma diferença notável.
Ela percebe a diferença de vida de ambos.A seca acaba e eles voltam pra sua Terra,pra trabalhar e cuidar das terras. O vaqueiro Chico Bento com sua mulher e seus 5 filhos, representando os retirantes. Ele é forçado a abandonar a fazenda onde trabalhava. Junta algum dinheiro, compra mantimentos e uma burra para atravessar o sertão.queria trabalhar extraindo borracha ao Norte.No percurso, em momento de grande fome, Josias, o filho mais novo, come mandioca crua,se envenenando. Agonizou até a morte. Uma cena marcante na vida do vaqueiro foi a de matar uma cabra e depois descobrir que tinha dono, chamou de ladrão, e levou o resto da cabra para sua casa, dando apenas as tripas para saciarem a fome. Chico Bento dá falta do seu filho mais velho Pedro. Chegando ao Aracape, avista um compadre que era o delegado que seu filho havia sumido. Recebem alguns mantimentos.Ficam sabendo que o menino tinha fugido com companheiros de cachaça. Ao chegarem no campo de concentração, são reconhecidos por Conceição, sua comadre.
Ela arranja um emprego para Chico Bento e passa a viver com um de seus filhos. Conseguem também uma passagem de trem e viajam para São Paulo, desistindo de trabalhar com a borracha.Eu acho que esse livro traz uma historia de sofrimento com a seca e também de sonhos.Mesmo com tristezas personagens sonhavam em ter uma vida mais digna.Personagens- Conceição,Mãe Nacia,Chico Bento,Vicente. Entre outros.